Totem GT Super Jarama recupera lenda desportiva como 'restomod'

A Totem Automobili prossegue a bom ritmo a redefinição do icónico Alfa Romeo GTA Junior com mais uma personalização exclusiva a partir duma "tiragem" limitada a 40 unidades.

Baptizado como GT Super Jarama, o exemplar único foi devidamente reconfigurado através do Totem Individual Program segundo os desejos do cliente que doou o desportivo para essa missão.

O nome não foi escolhido ao acaso: é uma homenagem à vitória histórica alcançada em 1972 pela Autodelta com o GTA Junior 1300 nas 4 Horas de Jarama, que encerrou o Europeu de Carros de Turismo daquele ano.

Como tributo que é, os elementos de estilo concebidos para este modelo reflectem-se nos logótipos laterais esculpidos em alumínio maquinado e pintados à mão.

Atenção ao analógico

A fibra de carbono, que é a matéria prima das criações da Totem Automobili, foi trabalhada com uma trama exclusiva para destacar vários detalhes por dentro e por fora, a que se soma o acabamento em níquel fosco.

E a finalizá-la esta a pintura Blu Cervino a três demãos, para realçar cada curva e cada linha da "chapa" com maior profundidade cromática.

A tradição reencontra-se com o luxo contemporâneo a bordo através da pele Connolly Cognac seleccionada para forrar os bancos, painéis laterais e forro do tecto para conseguir um habitáculo aconchegante.

Dois cronógrafos Tag Heuer vintage, acomodados sobre o tabliê no lado do acompanhante, evocam as corridas de outrora quando a cronometragem era uma operação manual e analógica.

Cada controlo, desde a haste do interruptor até aos botões de pressão, foi redesenhado exclusivamente para o Jarama, numa feliz combinação de materiais nobres como o alumínio e a fibra de carbono.

Mecânica actualizada

A mecânica não foi descurada com actualizações adaptadas aos novos tempos, como restomod que é este Totem GT Super Jarama.

A suspensão controlada por via electrónica garante o perfeito equilíbrio entre conforto e desportividade segundo o tipo de condução mais a gosto.

A caixa manual de seis velocidades com diferencial autoblocante foi totalmente reprojectada, com as ligações em alumínio maquinado à vista sob o túnel central a realçarem a sua beleza mecânica.

É através dela que são passados às rodas traseiras os 670 cv e 700 Nm debitados por um demoníaco V6 biturbo de 2.8 litros, capaz de levar o desportivo em 3,2 segundos dos zero aos 100 km/hora.

Não há preços avançados para esta personalização única mas não deverá ter ficado longe dos 540 mil euros que o anterior GT Super Iperia custa.

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